21. Jun, 2015

Calendário para organizar as financas

http://exame2.com.br/mobile/seu-dinheiro/noticias/veja-nosso-calendario-para-organizar-as-financas-em-14-dias

Como evitar os apelos exagerados do consumo?

Vivemos em uma sociedade onde nossas crianças ficam expostas a propagandas e consumo durante várias horas. Por isso, cabe a nós, controlar um pouco o consumo desenfreado em nossos filhos. Segue algumas práticas que adotei com a teté que deram muito certo:

#1: Controle da TV: Nos fins de semana prefiro levá-la para passear ao ar livre, brincar no quintal, brincar de comidinha e etc. Deixo que ela fique assistindo TV somente a noite um pouco antes de dormir ou após o almoço.

#2: Presentes nos calendários: Sei que parece muito duro, mas eu evito dar presentes fora dos calendários (Natal, Dia das Crianças e aniversário). Essa atitude criou na Ester uma disciplina que ela naturalmente não fica pedindo presentes a todo o instante. É claro que compro besteiras fora das datas oficiais... coleciono cachorrinhos de pelúcia, Polly e etc. Os presentes mais caros eu deixo para estas datas.

#3: Comprar presentes online: Como já disse em outra seção, sou adepta a compras online e isso evita com que eu a leve a lojas de brinquedos e eu caia na tentação de sair com 2 presentes toda vez que for a loja.
 
#4: Mercado: Ela sempre faz compras conosco e ela tem direito a escolher 2 surpresinhas por semana. Se ela optar por mais de 2 proponho que ela escolha a de sua preferência e deixar o terceiro ítem para a semana seguinte. Com o hábito ela entendeu a regra e já escolhe somente as 2. Até a caixa do mercado conhece a regra das surpresinhas (rs).
 
Lembrando que não existe fórmula mágica. Cada família tem um jeito e vocês devem entender os seus próprios métodos/ rotinas.

Mesada

A mesada, no entanto, deve ser dada apenas por volta dos 6 anos. Mas apenas dar o dinheiro, sem ensinar a administrá-lo (gastar, doar, poupar), também não faz sentido. A especialista sugere que, dos 6 aos 12 anos, a média da mesada seja calculada por semana, já que um mês é muito tempo para as crianças. O valor para o cálculo deve ser a idade da criança multiplicada por R$ 1 (por semana).

É importante usar a medida da maneira certa. O valor não pode ser alto, pois seu filho precisa entender que não pode comprar tudo a qualquer hora, e que precisará abrir mão, por exemplo, de vários doces para comprar uma bicicleta.

6 dicas para dar mesada:

=> Para crianças até 12 anos, o mais indicado é o pagamento semanal. Depois disso, para que elas aprendam a controlar por 30 dias as despesas, o ideal é a mesada.
=> Convide seu filho a fazer uma lista de prioridades para os gastos mensais.
=> Defina um dia para pagar a mesada e respeite a data e a quantia para que ele possa planejar os gastos.
=> Use um cofrinho, de preferência transparente. Ver o dinheiro aumentando e ouvir o som das moedas estimula o interesse e o aprendizado das crianças.
=> Alterações nos valores não devem ser constantes. À medida que a criança cresce, dá para aumentá-los, mas sempre em proporção ao orçamento da família.
=> Acompanhe, na medida do possível, o que está sendo feito com o dinheiro para ajustar as orientações necessárias.

Devo dar mesadas iguais para filhos de idades diferentes?

Se a diferença de idade entre eles for pequena, o valor deve ser igual, uma vez que as necessidades são mais ou menos as mesmas. Mas, se um filho for adolescente e o outro tiver 5 anos, por exemplo, o mais velho vai precisar de mais dinheiro. Esta não é, porém, a única regra. Para Fabio Gallo Garcia, professor de finanças das faculdades PUC e Getúlio Vargas (SP), é preciso levar em conta o meio social em que a criança está inserida para estipular uma quantia justa. E se o dinheiro de um deles acabar antes do previsto? Depois de estabelecida a quantia, ninguém deve receber mais até o próximo mês (ou semana, depende do acordo) – e vale a mesma regra para os dois. Assim, você ensina seus filhos a controlar os gastos.

Fonte: Revista Crescer

Cofrinho

Desde que ela tem 3 anos, começamos a ensiná-la a guardar moedinhas para comprar um presentinho de Natal. Como ela não entendia bem a diferença das moedas ela recusava moedas de R$ 1,00, preferia um monte de moedas de R$ 0,10 (velhos tempos!). Um pouco antes do Natal a levei a uma papelaria e escolhi 3 opções que estavam dentro da poupança que ela fez. Enchi a mão dela com 20 moedas de R$ 1,00 e paguei o restante com débito, pois caso contrário a fila ia ficar maior do que já estava. Deixei as pratinhas para pagar pedágio e etc. Ela voltou para casa super orgulhosa, pois expliquei a ela que aquele presente foi ela que comprou com a sua economia. No ano seguinte, começamos o cofrinho estipulado a meta, ou seja, ela queria uma casa da Barbie. Vi o preço e fizemos uma poupança tendo em vista o alvo pretendido.

Alguns cuidados:

1) Não compro aqueles cofrinhos de argila, pois a criança pode se afeiçoar e não querer quebrar o cofre;

2) Uso cofres de cadeado para evitar com que alguma criança que visite a minha casa ponha a moeda na boca. Hoje em dia existe os cofres que já contam o dinheiro automaticamente. Eles são vendidos em lojas como a Multicoisas.

Espero que estas dicas sejam úteis a sua vida.

Poupança de Longo Prazo

Desde que eu fiquei grávida da Ester, optamos por fazer um Seguro de Vida a longo prazo. Pagamos um valor mensal debitado automaticamente em nosso cartão com resgate quando ela tiver 18 anos. Com isso, a seguradora paga um valor de remuneração bem interessante, pois eles sabem que o valor será resgatado a longo prazo, exceto em casos de sinistros.

Com isso, não caimos na tentação da poupança normal que ficamos sem chances para resgatar. Também achei melhor que a Previdência privada, pois a taxa de administração é mais alta.